TERMINAL DE CRUZEIROS DE LISBOA

2010, LISBOA, CONCURSO PÚBLICO

 


PT
O novo terminal de cruzeiros de Lisboa, mais do que um edifício, foi concebido como uma grande estrutura, um objecto monolítico em betão branco. As suas linhas nascem do imaginário colectivo que temos da frente ribeirinha de Lisboa, com os contínuos “zig-zag” das coberturas dos armazéns a dominarem a silhueta das edificações à beira rio.
Junto ao novo terminal é criada uma praça diante do edifício da Alfândega, um novo espaço público para a cidade que serve também de recepção aos passageiros dos cruzeiros. Esta nova praça foi pensada não como um sítio estático, mas como um lugar que se transforma ao longo do ano: no Verão tem um tecto arbóreo verde, fresco e ventilado; no Outono a praça torna-se gradualmente despida de folhas até abraçar todo o sol em pleno Inverno; na Primavera é quando ela ganha uma dimensão quase mágica, com as vinte Jacarandás a cobrirem a praça de azul-lilás.

EN
The new cruise terminal in Lisbon, more than a building, has been conceived as a large structure, a monolithic white concrete object. Its lines are born from the collective imaginarium we have of Lisbon’s river front, with the continuous "zig-zag" of the warehouses roofs dominating the silhouette of the built riverside.
Next to the new terminal is created a square, a new public space for the city that also works as a welcome space to the cruise passengers. This new square was designed not as a static site, but as a place that changes along the year: in the summer has a green covering, fresh and ventilated, in autumn the square is gradually stripped of leaves to embrace all sun in winter, in spring is when it gains an almost magical dimension, with its twenty Jacarandas covering the square in blue-purple.

 

 

 

 

 

 

 

© Miguel Marcelino, Arquitecto - Soc. Unip. Lda.